Modelo de Implantação

O modelo de implantação da Rede a.tempo© é composto por três fases de 12 meses que correspondem ao Primeiro Ciclo da vida da Rede e um Segundo Ciclo, também com três fases de 12 meses cada. A implantação é precedida da Validação Externa, fase de ajuste técnicos-políticos das necessidades do(a) parceiro(a) e conforme o tipo de contratação.

Após o Segundo Ciclo, pretende-se que o parceiro/a incorpore a tecnologia de gestão e facilitação de rede. A progressão de fases e ciclos está sujeita ao preenchimento de Critérios de Qualidade no acompanhamento do Desenvolvimento Infantil e no monitoramento de redes.

O primeiro ciclo é reservado para a seleção e formação de lideranças e facilitadores de rede, cadastramento de stakeholders, inicialização do sistema e consolidação operacional do MIITRA 4 e da Rede Local.

O IPADH realiza a formação direta dos líderes de rede, que multiplicam para os profissionais com o apoio de ferramentas didático-pedagógicas. A formação da equipe de Liderança Local e a multiplicação da formação para os demais stakeholders é apoiada pelos materiais didáticos e instrucionais elaborados e produzidos especialmente para a Rede a.tempo©.

Pelo menos seis facilitadores de rede farão parte da Rede FACILITA, sendo dois de cada setor (Educação, Saúde, Assistência Social). Pelo menos um profissional de Comunicação Social deverá integrar a Rede Local participando e divulgando as realizações/conquistas da rede. À Rede MIL (Multiprofissional/Intersetorial) é atribuída a articulação, mobilização e animação das Redes PELASNOSSASCRIANÇAS (Rede Social Comunitária), SOUFAM (Rede Social Primária da Família) e É-TEMPO-DE-BRINCAR, que completa as redes (clusters) da Rede Local.

No primeiro ciclo ocorrem o Cadastramento e inicialização do sistema, a consolidação da operação do MIITRA 4 e a Consolidação da Rede Local.

O principal critério para inclusão de stakeholders (profissionais e atores sociais) é o pertencimento à Rede Local, enquanto o critério de exclusão é o desligamento do cargo ou da função que motiva o pertencimento à Rede Local. Para os beneficiários, a inclusão deve respeitar o critério de prioridade para famílias em situação de pobreza e pobreza extrema, seguindo-se outras vulnerabilidades sociais, até a inclusão da totalidade de crianças com até três anos e mulheres grávidas em qualquer idade gestacional.

O Segundo Ciclo proporciona a consolidação da Gestão de Redes, a Operação Plena das Redes e Autonomia das Redes Locais na condução do Acompanhamento do DI e do Monitoramento de Redes. É composto por três ciclos de 12 meses: Gestão de redes, Operação plena das redes e Autonomia das redes. A última fase corresponde à fase final de transferência da tecnologia para as Redes Locais que tenham cumprido os critérios de qualidade e que estejam em condições de atuar sem o auxílio de suporte, exceto em situações eventuais.

Para progressão de fase é necessário o cumprimento dos requisitos de qualidade, validados a cada 12 meses. Durante as fases de um Ciclo, espera-se que as Redes Locais conquistem/construam mais autonomia de gestão é até a autonomia operacional total. A Rede a.tempo© configura-se deste modo como um modelo de transferência progressiva de tecnologias sociais e digitais dependente, porém, da capacidade operacional e do empenho do/a parceiro/a contratante em absorvê-las.