Lacuna

No Brasil, existe uma lacuna a ser preenchida por soluções em escala, que levem em conta a interação e interatividade sistemáticas das Redes Locais da Primeira Infância nos pequenos territórios em que se processa o cuidado, com o propósito de embasar a tomada de decisões e impulsionar intervenções coletivas / colaborativas / compartilhadas para o adequado manejo do Desenvolvimento Infantil, em uma perspectiva intersetorial ampla (transdisciplinar e transetorial), que considere o tempo crítico de desenvolvimento em seu devido sentido de urgência, tendo por missão o Enfrentamento das Adversidades que impactam negativamente o Desenvolvimento Infantil. A Rede a.tempo© busca preencher esta lacuna.

Problema Abordado

O problema abordado pela Rede a.tempo© é multi facetado, incluindo complexidade dinâmica, o problema sistêmico, as barreiras à interdisciplinaridade e à intersetorialidade, “o paralelismo, a superposição ou mesmo a contradição entre Políticas públicas, Programas, Projetos e Práticas (4 pês)” voltados à mulher e à criança, a maneira como os profissionais percebem a rede, a integração e a integralidade do cuidado, a questão do agir em redes, a qualidade do diálogo de rede, o engajamento social comunitário e o envolvimento familiar com o DI, para evitar a tomada às cegas de decisões sobre o DI devido ao baixo acompanhamento do desenvolvimento da criança, as deficiência na comunicação de rede e as necessidades de formação profissional permanente para a promoção do DI. O problema pode ser assim formulado:

“O acompanhamento do desenvolvimento da criança, da gestação até os 36 meses de vida, priorizando-se aquelas que vivem em situação de vulnerabilidade social, notadamente a pobreza e extrema pobreza, deve levar em conta o tempo crítico do desenvolvimento cerebral e global da criança.

O consequente sentido de urgência nas intervenções de Enfrentamento às Adversidades deve ser atendido por meio de estratégias de integração da rede de cuidados locais, com vistas ao cuidado integral, que aproxime a rede multiprofissional e intersetorial, alcançando também o engajamento comunitário e o envolvimento familiar em torno do DI.

A interação dialógica, presencial e virtual e a interatividade em tempo real são ferramentas fundamentais para a formação profissional e para o compartilhamento de informações, além de contribuir para a disseminação de boas práticas.

Os recursos materiais e imateriais das malhas de redes nas quais vivem as mulheres grávidas, as crianças e seus familiares devem ser racionalizados e potencializados, principalmente a herança cultural, sempre na perspectiva da equidade de renda e gênero, do combate à violência contra a mulher e à criança, da centralidade na família e da integralidade do cuidado para a obtenção de grande impacto social e econômico das políticas públicas voltadas para a PI, melhorando não só o desenvolvimento e o crescimento das crianças, como também, das comunidades e da sociedade como um todo, promovendo ao mesmo tempo condições ambientais favoráveis para o DI e a sustentabilidade ambiental.”