Impacto Econômico e Social

O Brasil é ainda um dos países mais desiguais do mundo. Por exemplo, enquanto 37% das crianças e dos adolescentes brancos viviam na pobreza em 2010, esse percentual se ampliava para 61% entre os negros e pardos (Censo Demográfico 2010). Estima-se, 14.291.682, o número total de gestantes e crianças no Brasil até quatro anos.

A Rede a.tempo© configura-se como um modelo de transferência progressiva de tecnologias sociais e digitais dependente, porém, da capacidade operacional e do empenho do(a) parceiro/a(a) contratante em absorvê-las.

Com 50% da sua capacidade de alcance, e considerando-se uma média estimada de 100 beneficiários entre mulheres grávidas e crianças por Rede Local, o número total de beneficiários da inovação Rede a.tempo© pode chegar a 1,9 milhão de pessoas. O número de beneficiários indiretos entre profissionais, atores sociais e cuidadores eleva exponencialmente o número de beneficiados pela inovação Rede a.tempo©.

O investimento per capita/dia/beneficiário na Rede a.tempo© tem um elevada relação custo benefício, muito  inferior a 1 $/dia. A Rede a.tempo© apresenta grande potencial de sustentabilidade econômico-financeira. A sustentabilidade econômica da Rede a.tempo© é ancorada na sua diversificação do modelo de negócios, compatibilizando os investimentos públicos e privados.

A Rede a.tempo© é viável financeiramente. O fluxo de caixa é condicionado à filiação a um (a) ou mais parceiros, público e/ou privado, com ou sem fins lucrativos. As Redes Locais são disponibilizadas em lotes, aos quais correspondem uma determinada capabilidade (capacidade de implantação) do IPADH e do parceiro (a).

A Rede a.tempo© cria um valor intangível inestimável para a sociedade. O desenvolvimento em tempo real pelo Enfrentamento das Adversidades com base no Acompanhamento e Promoção do Desenvolvimento Infantil, que busca amenizar ou eliminar o sofrimento das crianças brasileiras, desde a gestação, cria um valor intangível e inestimável ao focar na redução ou eliminação de sofrimentos, no fomento do diálogo intersetorial e na busca da solidariedade resultante de esforços cooperativos e colaborativos das Redes Locais.

Nessa direção, contribui para a formação e manutenção de redes solidárias entre profissionais – reduzindo o isolamento profissional e o isolamento setorial – e entre suas contrapartes sociais. Amplia a visão para/sobre as famílias e suas redes sociais com a necessária valorização do capital humano em uma perspectiva humanitarista, gênero-sócio-equitativa e com sustentabilidade ambiental e de promoção da cultura de paz.