Premissas

Trabalho em rede

O atendimento ao chamado para priorizar populações socialmente vulneráveis é uma tentativa de responder aos apelos frequentes dos nossos educandos (gestores de programas de Primeira Infância e profissionais de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social) por iniciativas que abordem as dificuldades do enfrentamento às adversidades na Primeira Infância no cotidiano profissional, levando-se em conta o contexto da vulnerabilidade social e, em particular o da pobreza.

IPADH trabalha  com a visão de que um núcleo gestor coeso deve manter-se em diálogo permanente com instituições de ensino e com profissionais experientes na área da Primeira Infância. Esta visão apoia-se no diálogo interdisciplinar para o intercâmbio de saberes e experiências que possam contribuir na facilitação do trabalho em rede, no engajamento social e no envolvimento familiar pelo Desenvolvimento Infantil. Coloca-nos, ainda, na interface entre o conhecimento acadêmico e a aplicação prática do conhecimento, campo vibrante da translação do conhecimento para a prática.

Nossas abordagens não poderiam deixar de ser multiteóricas e nossas metodologias participativas, para corresponder à exigência interdisciplinar do campo do Desenvolvimento Infantil, sempre com uma perspectiva ampliada que dá igual valor/peso aos aspectos biológicos, emocionais e sociais do crescimento e do desenvolvimento.

 

Igualdade de oportunidades

Educação, Saúde e Capital Social são os três dos quatro principiais caminhos para o Desenvolvimento Humano. O quarto caminho, segundo van der Gaag é a igualdade de oportunidades, que está intimamente associada à maximização de benefícios para quem mais precisa.

 

Centralidade na família

A centralidade da família é uma questão essencial pela relevância do tema para o desenvolvimento da criança e é explicitada em normas e diretrizes de Educação, Saúde e Desenvolvimento Social, tripé do desenvolvimento infantil.
É comum, recorrente e endêmica a prática entre profissionais do cuidado de fazer “para as famílias” e não “com” as famílias, fazer esse que retira da família cidadã seus poderes como “ser capaz” de decidir, negar, dialogar, construir e se desenvolver.
A centralidade na família, seio no qual nasce o primeiro cuidado à criança, no qual se dá a sua geração e pelo qual a trajetória do indivíduo sempre retornará como referência de existência biológica, psíquica, social e ecológica ao longo da vida, independe até mesmo da qualidade positiva ou negativa das interações familiares.

 

Criança como ser de direitos

A criança é a protagonista da infância. Sua natureza única traz ao mundo uma contribuição peculiar. Cada criança tem/traz em si uma ou mais virtudes que contribuem para o repositório de virtudes da Humanidade e da sociedade. Os direitos de cidadania da criança, a partir da compreensão de seu modo de ser e estar no mundo, garantem à criança o direito de ser ela mesma e, sendo ela mesma, poder dizer o que sente, o que pensa e o que quer.

 

Desenvolvimento infantil como processo dinâmico e interativo

O desenvolvimento infantil é expresso por continuidade e mudanças.
O paradigma de desenvolvimento que nos orienta e que, portanto, orienta nossas práticas, é o paradigma da criança única, em constante interação com seu patrimônio genético e com o ambiente que a cerca, social e ecológico.
O IPADH considera o estabelecimento do conceito de referência do Desenvolvimento Infantil, um dos seus principais marcos teórico-referenciais de norteamento organizacional, prática ainda não disseminada no campo da Primeira Infância. O conceito, portanto, promove e provoca desdobramentos. Para nós, o conceito de Desenvolvimento Infantil, nos indica não só o Norte, mas a profundidade das nossas responsabilidades para com a criança e sua família.