Breve histórico

Fase precursora – 2003 a 2011

A fase precursora do IPADH confunde-se com a trajetória do seu idealizador, Marcos Davi dos Santos, que, como médico, tem  atuado em diferentes campos de trabalho na área de Saúde por cerca de 23 anos.  A partir dessa experiência, acrescida da experiência como formador de profissionais para o Desenvolvimento Infantil,  idealizou e cofundou o IPADH ao lado de Marcelo Reis em maio de 2011.

A emergência da questão da infância ao longo do percurso do idealizador do IPADH ganhou novos contornos a partir de 2003, com a introdução da perspectiva intersetorial e da promoção do desenvolvimento infantil.

A perspectiva neorreichiana no campo teórico-prático das questões do desenvolvimento e do trabalho com grupos também contribuiu para delinear os modos de trabalho do IPADH. Wilhelm Reich compreendeu e estudou a importância do desenvolvimento emocional e energético humano. Suas contribuições para  o estudo da formação  de caráter culminaram no estabelecimento da autorregulação das crianças como abordagem relevante para a teoria do desenvolvimento.

 

Fase de iniciação – 2011 a 2014

O IPADH teve como primeira denominação, “MAIMAR – Desenvolvimento de Humanidades”, que tinha por objetivo inicial, responder à necessidade de representação jurídica na prestação de serviços da formação profissional para o desenvolvimento da primeira infância. Porém, o campo de trabalho na área da Primeira Infância muito se ampliou nesse período.

O aumento no número de “players” no campo da primeira infância, jogo jogado por grandes marcas com infraestrutura e investimentos vultosos, levou à revisão da estratégia organizacional do IPADH para resguardar e proteger seu papel na produção de conhecimento e na representação da sua rede de apoio mútuo profissional.
Este período foi decisivo para a redefinição da visão institucional que culminou na atualização da identidade do IPADH em 2014.

 

Fase de consolidação – 2014-2016

O IPADH, ao revisitar sua trajetória educativa, resgatou sua vocação social e seu potencial de contribuição para a transdisciplinaridade e a intersetorialidade na área do Desenvolvimento Infantil. O constante clamor dos profissionais estudantes de Educação, Saúde e Assistência Social, nossos educandos, por soluções que facilitassem o dia a dia no cuidado à gestante e à criança ecoou para nós como um chamado.

Em grande parte, a dificuldade no trabalho cotidiano com o cuidado de famílias com mulheres grávidas e com crianças advém do paralelismo, superposição e/ou contradição das Políticas Públicas. Dificuldades recorrentes na obtenção, registro e análise de dados e no compartilhamento de informações sobre o Desenvolvimento Infantil entre formuladores de políticas públicas-gestores-profissionais-comunidades-famílias fazem com que as decisões sobre o Desenvolvimento Infantil  sejam tomadas às cegas por uma parte dos gestores e profissionais.

Infelizmente, esse cenário contribui ou reflete a não integração ou desintegração das redes locais da Primeira Infância e as dificuldades na construção de diálogos intersetoriais. Essas observações das nossas práticas não nos passaram despercebidas e também foram fontes de reflexão na busca por soluções criativas para a formatação do portfólio de serviços do IPADH. Essa fase evidenciou ainda mais nossa convicção de que transferir tecnologias para o serviço público, com ele dialogando e convivendo, era e é uma alternativa de contribuição social que trouxe e traz sentido às nossas práticas organizacionais.

 

Fase de expansão – 2017 em diante

Em consonância com os resultados das suas escolhas, seja de parceiros, seja de conceitos ou de ideias, o IPADH desembarcou em 2017 com a firme convicção da importância de inovação social gerada pela empresa social como fundamento importante da renovação das ideias e tecnologias voltadas para a infância e adolescência. Nascia, assim, a Rede a.tempo©.

Apesar do cenário econômico e político desfavorável, a Rede a.tempo© foi desenvolvida por nós com recursos próprios e já podemos dizer que tem valido a pena, pois, quanto mais nos debruçamos sobre o impacto negativo das desigualdades no desenvolvimento – e sobre as dificuldades na integração de práticas multiprofissionais e intersetoriais – mais nos damos conta do quão urgente é o enfrentamento criativo/colaborativo das adversidades do desenvolvimento na primeira metade do século XXI.

O desenvolvimento tem um período crítico no qual é preciso agir a tempo. Não há tempo a perder quando o assunto em questão é o desenvolvimento das crianças. Passamos a operar o sentido de urgência no cuidado à criança, desde a gestação, no tempo crítico de desenvolvimento (45 meses, da gestação aos 36 meses de vida).

Conheça a Rede a.tempo©, um programa inovador de interação e interatividade para o DI.

Ao longo do percurso lidando com o Desenvolvimento Infantil, as questões da adolescência nunca estiveram ao largo. Seja ao discutir a parentalidade adolescente, seja ao pensar o desenvolvimento como processo contínuo, o interesse pela voz dos adolescentes tem sido recorrente.  A inserção de recursos artísticos nas oficinas de formação do IPADH resulta da intersecção entre arte, cultura, educação e desenvolvimento. Desse contexto, nasceu o “Crescer no Século XXI, a voz dos/as adolescentes”, projeto que inaugura a arte educação na grade programática do IPADH.

Clique aqui e conhece a área de arte educação voltada para adolescentes do IPADH.